6.30.2004

O sonho

Quando alguém sonha
há um toque divino
há uma força medonha
a torcer o destino!

(João Sevivas)


Força Selecção

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A caminhada







Esses dias passaram. Existem tempestades. O teu olhar, de certeza, continua a ser o curso de um rio. Aqui, este momento parado: agora. A certeza deste momento é caminhar dentro de um incêndio.



E tu, longe, és uma sombra entre a multidão, o teu olhar é o curso de um rio. E tudo isto é dito por trovões, pela voz das tempestades.




"A CAMINHADA" de José Luís Peixoto

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6.29.2004

“EU SEI QUE QUEM PARTE
DEIXA PALAVRAS E DEIXA UMA CASA”


Eu sei que quem parte deixa palavras e deixa uma casa
a arder, e sei. Há mulheres que morrem com os filhos nos olhos.
E porque morreram, quando chega a noite
ardem como coisas impenetráveis e cantam.
Então eu sei como todo é humilde
pois sei que tudo é essencial.

Eu cantaria se a minha voz me procurasse
como se procura o povo,
eu sei que na minha voz há flores habituadas e procuro-te
como quem se procura uma espiga, ou como se procura
alguém que partiu e deixou as palavras.
Deixou as palavras
E deixou o coração

Eu sei que é amargo cantar.



(Poema de Mário Rui Cordeiro)

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RAMOS DE PRIMAVERA

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6.28.2004

TRONCOS DE INVERNO

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6.25.2004

Sustentos prestes a cair


Este argumento por onde se rege a minha vida

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És o altar do meu corpo.





O sustento da minha alma.


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Metamorfose
Entre dois destinos
espezinhados no mesmo sustento


Pálidas luxurias
desnudados viperinos
num burlesco sofrimento

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6.24.2004

Passo horas a olhar uma moldura
O sustento do teatro dos meus dias
Estás-me a perguntar porquê?
É simples
É melhor que olhar para uma televisão
Não achas?

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6.22.2004

Pano Vermelho

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Sardinha de pele azulada, como te posso esquecer? Deixas-te a tua marca atravessada na minha garganta.
Já tentei de tudo, um pouco em vão.
Esse teu riso, de quem ri por último ri melhor, não ajuda a arrancar esta maldita espinha que tenho espetada na língua.


Post escrito ao som do Funana, esse ritmo quente, esse roça roça, no meio da pista de dança entre a minha língua e a amígdala direita.

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6.21.2004

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6.20.2004

.

Vou na corrente lentamente
cada passo uma gota
no fim
um mar de gotas

gotas desordeiras que caiem no rio dos dias
até transbordar e explodir de tanto sufocar por dentro.

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6.18.2004

Se um dia a ventania
sussurrasse nos meus ouvidos:
“Tu não tens gosto. Sabes a nada.
As tuas palavras não são doces nem salgadas.
O teu corpo não é picante nem aromático.”
Ficava reduzida a cinza.
Que dor tamanha!
Não ter gosto é não ter nome.



Bom Fim-de-semana

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As Vedetas

A partir do texto de Lucien Lambert

18 e 19 de Junho - 22h

Encenação Márcia Cardoso

Rua Luz Soriano ,67-1º (bairro alto)


"Encontramos nas Vedetas de Lucien Lambert, um texto que viaja pelo mundo ilusório da televisão, cinema e teatro, retractando as vidas de Sylvie e Simone, duas mulheres/actrizes capazes de (quase) tudo para conseguir um papel.

Esta é uma peça politicamente incorrecta, que não deseja compactuar com esquemas duvidosos, denunciando-os através deste texto deliciosamente mordaz e de uma ironia acutilante, que nos apresenta a história de duas actrizes, aspirantes a vedetas, com um presente pouco risonho e que lutam, entre si, por um futuro recheado de prémios, reconhecimento e muita, muita fama!"



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6.17.2004

Quero correr, saltar, dançar descalça pela calçada.
Onde estás?
Vem comigo.
Quero encher os meus pulmões de ar e esvazia-los com risos soltos de menina.

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6.16.2004

As grades estão fechadas.
Deixam passar uma nesga de ar respirável.
Eu, imóvel, no centro do alvo,
pequeno e vermelho como o meu corpo.
Permaneço em pé há tanto tempo,
que o próprio tempo me riscou da sua lista.
Também ele deixou de passar pelo meu sopro.
Fui várias vezes notificada que isso viria a acontecer.
Mas como podia?
O meu corpo boiava num mar de vazio,
Já não me obedecia.
O murmúrio do tempo chegava e partia,
como uma brisa de corrente.

Castigo,
com ele levou-me a esperança
do dia de amanhã ser diferente do de hoje.

E eu permaneço em pé,
não por teimosia,
mas por dormência.
Gastei a última seiva muscular
ao tentar-te colher nos meus braços inertes.
Dei-te toda a energia do meu olhar,
e ao verte neste sonho,
tu és uma trepadeira.
Disforme, trepas pelas grades,
como fazias pelo meu corpo
num esforço ávido de beber a luz do sol.
Os teus ramos são a moldura
que embala o meu ser,
o meu alimento,
o meu castigo.

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6.15.2004

Senta-te ao meu lado,
quero companhia para sentir o borbulhar da rotina.

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6.14.2004

Está uma serpente, mesmo diante do teu corpo imóvel, absorve-te os sentidos, num jogo de prazer vertiginoso.
Risco, como tudo na tua inconstante vida amorosa.
Mas tu jogas, no fundo és um jogador, já conheces as regras tão bem como a serpente que tens à tua frente. Como ela, também a tua pele se renova conforme a mentira.

E a serpente chega perto, arrasta-se com movimentos libidinosos aos quais tu não resistes. Dança lentamente com as ancas, olhando-te sem pestanejar. E tu, sempre imóvel à sua frente.
Os vossos olhares lambem-se, abusam um do outro, e o cheiro afrodisíaco de futuros orgasmos aperta-te o pescoço. E ela vem, beija-te levianamente o corpo, ao passar. Sentes o cetim escamoso da sua pele, seduz-te melodiosamente o espirito. Começa por tocar no teu pé esquerdo, o teu primeiro arrepio, depois....

Os dados estão lançados, já não há como voltar atrás.

Um homem, uma mulher, dois corpos juntos, um por cima do outro, qual deles o mais gélido por dentro. Só a suor derramado, mostra o calor da paixão.

Um homem, uma mulher, dois corpos juntos, qual deles vai magoar mais o outro?

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6.12.2004

Musgo húmido de sangue,
dos instantes,
ali me perdia
deitada,
naufraga,
cansada de mim.
O olhar trepava pelos troncos rendilhados das árvores
e deitada via a floresta de uma forma privilegiada,
na perspectiva dos vermes que me acariciavam o corpo.
A densa vegetação era a minha casa em ruínas,
meu refúgio,
meu museu de recordações.
As silvas entravam
porta dentro,
penetrando sem licença,
os espinhos sussurravam notícias tuas,
esses mesmos instantes onde me perdia em sofrimento,
segredos meus derramados
no musgo de sangue que era o meu jardim
vermelho,
doce,
como as pétalas espinhosas que se grudavam no meu corpo,
cobrindo-o com um manto eterno.


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6.09.2004

Passagem de um texto por escrever, do vazio que em minhas veias escorre. Sopro do ar por respirar que me apazigua num descanso longínquo. O meu corpo deixei-o, é agora uma marioneta, enroscada numa posição fetal, sem vida.

Madeira seca, pronta a arder num toque teu que não chega. As cores estalaram no último suspiro que me estoirou no peito.

Rebentaram, desfizeram-se em pó, deixando marcas, os veios dos estilhaços por onde escorrem as minhas lágrimas. Esse soro letal que se derrama e desbota o meu pensamento.

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Há sustos impróprios para cardíacos! Se histórias e ficções, sobre a temática do coração existem aos milhares, esta vos garanto, é verdadeira.
Aconteceu no sábado passado durante a noite, só não reparei se estava lua cheia, porque o que vos vou contar é sobre uma morta viva.
Esperem, não estejam já a dizer que é mentira.

Continuando,

Ingredientes:
-Eu a caminho de casa dentro de um carro com amigos
-Dois carros da polícia a barrarem a estrada
-uma ambulância
-um cadáver dentro de casa
-o marido da vitima
-Um polícia a guardar o corpo enquanto os homens da medicina legal não chegam

Já está a ver o filme?
A senhora teve uma paragem cardíaca e já estava dada como morta. Talvez não contente, não sei, queria provocar outra paragem cardíaca, desta vez ao polícia a seu lado, dentro do quarto.
Tente pôr-se na pele daquele polícia! Claro que eles já estão habituados a lidar com cadáveres, eu por exemplo, já tinha caído para o lado. Mas imaginem que de um momento para o outro, o cadáver começava a mexer os pés, o que é que faziam? Começavam a correr, a berrar? Não foi o caso, pois ele ficou branco como a cal, sem conseguir mexer os músculos.

O melhor é deixar a história da morta viva por aqui.

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Como queres que eu encontre o ritmo da nossa musica se me perco no teu silencio.
Que acordes posso trautear?
Raiva, paixão?
A indiferença não è melódica, não impulsiona a batida..
Que letra lhe posso fazer se te refugias nas incertezas do sentimento?

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6.07.2004

Conto escrito a quatro mãos

O ambiente aquecia à medida que o vinho se entornava pelos copos num dos muitos jantares que o meu tio organizava lá em casa. Eu sempre no meu canto, a observar aquelas excentricidades. Mas este jantar foi especial. Estava longe de imaginar que por debaixo de uma mascara de “cat woman” estava a Mariana, ali sentada à minha frente na minha própria casa. Assim que ela tirou aquela fantasia de felina da cara e eu reparei que era a Mariana, parece que o mundo se foi embora. Todas as outras pessoas ao meu redor desapareceram e o tom da luz baixou suavemente. Eu estava absorvido no momento e, quando olhei para o monumento à minha frente vi os lábios dela rasgarem-se para mim. Dado o mestre das teclas presente e o facto de não haver mais ninguém na sala alem de nós dois, lancei-me na sua direcção. Os meus pés levaram-me em seu encontro e, já praticamente cara a cara, acolhi-a nos meus braços. Foi ai que encenamos a nossa primeira dança. Os meus dotes de bailarino nunca haviam sido muito badalados junto ao sexo oposto mas, naquele momento, eu sentia-me que nem Fred Astaire.

O ambiente estava mais que perfeito. Deixei-me ir, que nem surfista numa onda. Ela tomou as lides da dança e apertou-me bem junto a si. Parecia que os nossos corpos se haviam fundido num só, eles encaixavam, perfeitamente excepto num sitio óbvio. Mas isso fica para algumas linhas à frente. O pianista estava no seu melhor, e o perfume que a vistosa roupa que a Mariana deixava escapar, extasiou-me, que nem uma droga com pedacinhos de romance. Fui totalmente invadido por tudo.

Eu tinha de agir. Afastei-me um pouco, admirei-a dois a três segundos e beijei-a. Não pensei no entanto que o beijo foi longo. Nem por sombras. Foi somente um toque de Lábios. Ainda nem tinha pensado em qual seria a sua reacção, e já a Mariana me beijava de forma... inexplicável. Aquela troca de fluídos ( a Francesa, pois claro) tornou-se numa inundação. Mas que importa, não havia comporta que a detesse. Terminado este momento “sui generes”, só me apetecia pedir mais. Mas tal não foi preciso. Durante largos segundos continuamos a nossa performance labial. O meu corpo estava sentimentalmente repleto de desejo e eu, à boa maneira portuguesa não queria acabar por aqui. Num movimento delicadamente bonito, Mariana afastou-se e rodopiou à minha frente. De costas para mim, admirei toda a sua silhueta traseira. Não sei se num momento de imaginação, o zip de seu vestido de vinil preto começou a descer lentamente. Eu só pedia para ele não parar, uma vez que só terminava bem junto ao seu rabo. A abrilhantar todo aquele “strip tease eclair”, Mariana dançava sensualmente, fazendo movimento lentos com a sua cintura. Começou a recuar em minha direcção, dando continuidade aos seus movimentos libidinosos. Quando dei por mim, os nossos corpos já estavam em contacto. Os meus braços começaram então a comandar-me. Já com o fecho desapertado, as minhas mãos começaram a subir lentamente pelas suas costas, deslizando ao longo de uma superfície que me deixava electrizado. Ela era o polo positivo e eu o negativo. A caminhada terminou junto aos seus ombros. Aproveitei para liberta-la daquele vestido e, suavemente, ele caiu. Envolvi-a por trás e, sem surpresa alguma, as minhas mãos encontraram os seus perfeitos seios. Acariciei-os ao mesmo tempo que me roçava em Mariana. Até então, nenhuma palavra foi proferida, somente uns tímidos gemidos. Entre nós, à altura da cintura, cinco dedos apareceram, e nenhum deles era meu. O caldo estava entornado e já estava quente há muito tempo.

Passemos a algo mais hard-core. Peguei-lhe ao colo e levei-a para o quarto. O pianista, não querendo agarrar a velinha a ninguém, deixou-nos, mas a melodia pairava no ar. Não acendi a luz, tal só viria atrapalhar. Pousei-a na cama e lancei-me sobre ela. As nossas roupas já tinham desaparecido, se calhar também se deixaram levar pelo momento. Beijei-a de todas as maneiras possíveis e imaginarias. Quando demos por nós, os fluídos já trocavam constantemente de corpo mas desta vez não ao nível labial. Sentia-me preso mas não queria encontrar a chave que me daria a liberdade. Ali ficámos durante longos, eternos, infinitos momentosa conhecer todas as partes do nosso corpo. Já estafados de amor, deixámos ficar deitados.

Finalmente acendi um cigarro e descomprimi. Peguei seguidamente no copo de vinho em cima da cómoda e, de forma desastrada, entornei-o em cima de mim, o que vale é que eu não havia estado desastrado antes... acho eu! O frio resultante do derramar do vinho acordou-me do sonho quente que tivera. Fiquei tão envergonhado, parecia que tinha visto um fantasma de repente, que aliás, as minhas expressões foram tão evidentes que mereceram comentários, gozos e risadas em meu redor. A minha sorte é que o meu tio obrigou-me a mascarar, e por debaixo das minhas grandes rosáceas de blaxe vermelho não se salientava as minhas bochechas coradas.

Dei por mim frente a frente a Mariana rodeado por mascarados. Ela de “cat woman” e eu de dama antiga. Só que agora sentia-me o Tarzan.

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6.06.2004

A esperança é a doce companheira da alma.

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6.05.2004

Bomba Plástica - "Exposição portátil" de Patrícia Caldeira

5 de Junho sábado a exposição estará aberta das 14h até às 23h
e
6 de Junho domingo das 14h às 20h
no Estúdio da Bomba Suicida
(Rua dos Caetanos 26 - em frente ao conservatório de música - Bairro Alto)

"Exposição portátil", ou "Portable exhibition", é o resultado da intervenção artística sobre objectivos dedicados à transitoriedade. Neste caso específico, malas de viagem. Mesmo imóvel, uma mala sempre remete a outros destinos, recriam-se nela viagens possíveis e impossíveis. As intervenções plásticas, no campo da pintura, da escultura, da assemblage, entre outras técnicas, tornam-se, nestes objectos antigos mas ainda quotidianos, interessantemente camufladas quando em espaços alheios ao local de exposição. Um elemento de surpresa e descoberta para os mais atentos. "Malas de viagem ao quadrado", o seu vídeo promocional, a conter performances de vários utilizadores em espaços públicos, será também apresentado na presente exposição.

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6.04.2004

Olho para a música
que toca o teu corpo,
ao lado do meu.
Sinto o cheiro do teu descanso,
doce…
que me envolve,
que me engole.

Vejo-te, com os meus olhos fechados,
o teu corpo, no meu,
noutra cama,
noutro lugar.

Mas apesar da ausência, olho-te, com os meus olhos fechados,
para a musica
que toca o teu corpo,
o teu corpo…
no meu.

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Uma tela
Vazia

Ao centro
Um sonho

Esquecido
Seco


"Estás aí? Passo por aqui tantas vezes e nunca tive coragem de te tocar."


Intimista


Na verdade, sempre esteve ali, num sonho, ao longe, num segundo plano.
Eu é que nunca a vi, à tela, na minha memória confusa.


Uma tela
Abafada

Ao centro
Um desconhecido

Silencioso


"Que engraçado, a tua pele é tão pálida!...
Posso dizer que consigo ver através dela, vazia".

Sentia-me tão bem, a observar, a tela, e saber que estava ali, à distância de um braço.


Conforto


"Toca-me", disse-me

"Tocar numa tela gélida? Não posso"


Ao centro

Uma ilusão

Risos


"Pálida... digo antes, ligeiramente azulada. Faz-me lembrar os riachos que de tão limpidos, ao escorregarem num manto de rochas, deixam transparecer os seus veios"

Do outro lado, a morte, disse:
"Pinta-me, deixa-me fazer parte do teu presente"


Eu não fui capaz, é sempre bom ter um sonho de reserva.



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6.03.2004

Hoje não ando,
danço!!!
A razão?
" Rain in Venice"

(in Reviver o Passado em Brideshead")

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6.02.2004

Ouves o ruído da ausência?
Escuta…

Gota a gota,
o tempo escorre,
dolorosamente lento.
Gota a gota,
toca-me,
nos instantes que enlouqueço.

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“Olhe desculpe, podia dizer-me como posso lavar isto?”
Olhei para dentro de um saco de supermercado e vi umas cuecas amarfanhadas lá dentro.
Poderão pensar que já tínhamos alguma intimidade, para receber tal pergunta, mas de intimidade só mesmo a roupa íntima do senhor, porque eu nunca o tinha visto até então.
Ia a passar na rua a pé, como ando sempre, e fui abordada pelo senhor, já de uma certa idade. Queria saber se devia lavar as cuecas na máquina ou à mão. Eu respondi.
“ Isso tem que ser na máquina de lavar roupa, mas tem que ser a frio!"
Ao que ele respondeu:
“bem que me queria parecer! A senhora é assistente social?”
“Quem, eu? Respondi com um sorriso, “eu não, tenho cara disso?”
“Sabe, é que eu estou aqui há já algum tempo e ninguém parou para me responder, desculpe estar a incomodá-la mas sou uma pessoa muito sozinha e por vezes tenho necessidade de falar com alguém. Muito obrigada!”
E lá foi à sua vida e eu…
Eu fui à minha.

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6.01.2004

Por vezes esquecida, dedico este dia à criança que tenho aninhada dentro de mim.

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