
Musica: Iggy & The Stooges
Foto: Edward Riddell
Estrela vertiginosa

5.29.2005
5.28.2005
5.27.2005
5.26.2005

{ ...
de[mências].matriz
teu corpo meu molde
de tanta energia me deixas existir
por mais alma a fundir em molde
odre, couro e tanta duplicidade
e índole que desvia, de primitivo
que lhe permite retomar vontade
faculdade, que possui teu corpo
de tanta flexibilidade e resolução
que em meu vigor deixas existir
meu corpo que é fonte e destino
teu corpo que é fonte de origem
e recordo em contento e indicação
em forma de um quadro, manancial
que corre incessantemente, óleo
tomando o corpo em fluido, brando
em construção usando fonte, forma
relevo, talha e padrão que derrama
neste teu corpo de norma, matriz
... }
Poema: © de[mente]
Musica: Nitin Sawhney
Foto: Nicolás Alé
5.25.2005
5.23.2005


"Se toda a gente fosse poeta, o planeta morreria à fome. Mas a poesia tem de existir, e nós temos de reparar nela, reconhecê-la na mais ínfima, na mais insignificante das coisas, ou teremos perdido e deixado passar muito do que a vida tem para nos oferecer"
Texto: N. H. Kleinbaum in O Clube dos Poetas Mortos
Musica: Nick Cave & the Bad Seeds
Foto: Peggy Washburn
5.22.2005

desculpo o destino ilusório
fazendo jogos de paciência com a realidade
Musica: Grant Lee Phillips
Foto: Kamil Varga
5.21.2005

o acaso prega partidas quando a planície esta perto da quietude primaveril
quando os meu pensamentos estão longe de devorar teu corpo
Musica: Ambulance LTD
Foto: Gad Zehavi
5.20.2005

"Foi um suicídio longamente premeditado, pensei, e não um acto espontâneo de desespero"
Texto: Thomas Bernhard in O Náufrago
Musica: Unkle
Foto: Ted Kuykendall
5.19.2005
5.18.2005

E eu que queria tanto estar a festejar em tons de verde!!!!!
Musica: Mark Eitzel
Foto: stephane Bourson

(...)
Acendo um cigarro e meto uma folha na maquina, escrevo: Roxana vivia sozinha quando a conheci. Estávamos no principio do Verão, Lisboa...
Não. Assim não.
Pego no telefone e ligo para o J.P. ninguém atende.
Volto à escrita: A noite é um telefone publico. Uma voz que não atende. Um corpo que se agita no desassossego do meu. Roxana...a noite escoa-se nas silabas do teu nome, e o teu nome tem o som das moedas a cair... Merda!
(...)
Texto: Al Berto
Musica: Amon Tobin
Foto: Katharina Hoflehner
5.16.2005

He came riding fast like a Phoenix out of fire flames
He came dressed in black with a cross bearing my name
He came bathed in light and the splendored glory
I can't believe what the lord has finally sent me
He said dance for me, fanciulla gentil
He said laugh a while, I can make your heart feel
He said fly with me, touch the face of the true god
And then cry with joy at the depth of my love
Cause I've prayed days, I've prayed nights
For the lord just to send me down some sign
I've looked long, I've looked far
To bring peace to my black and empty heart
My love will stay till the river bed run dry
And my love lasts long as the sunshine blue sky
I love him longer as each damn day goes
The man is gone and heaven only knows
Cause I've cried days, I've cried nights
For the lord just to send me up some sign
Is he near? Is he far?
Bring peace to my black and empty heart
So long day, so long night
Good lord, be near me tonight
Is he near? Is he far?
Bring peace to my black and empty heart
Letra e Musica: PJ Harvey
Foto: Norman E. Riley
5.14.2005

11 de Maio, 4 da tarde, faz frio lá fora
o ano é 2002 e acho que já te disse a hora
o lugar é Lisboa ao pé do parque das nações
o mundo é teu, já te explico as razões e senões
deste lugar onde vieste parar sem saber como
sê bem-vinda ao jardim, eu serei o teu mordomo
eu sou o gajo do chapéu azul-bébé como tu
no meio da confusão que luta pelo teu olhar nu
não nos leves a mal mas deixaste-nos perplexos
tens vinte minutos de vida e fazes estragos complexos
com essa língua de fora e os olhitos bem rasgados
hás-de dar dor de cabeça até aos mais preparados
como o teu pai que tá histérico, vestido como um doutor
esse a quem agora tiraste toda e qualquer dor
há de stressar contigo vezes sem conta, acredita
o amor é um gajo estranho, às vezes até irrita
por isso vai-te habituando a ter muita paciência
somos todos complicados e é preciso ter experiência
para atinar neste planeta a quem chamaram Terra
sem darmos bem por isso vem aí mais uma guerra
Vivemos na tuga, um país que até é bem tranqüilo
Se me dessem a escolher não dava um vacilo
Não é perfeito nem nada que se pareça
Ainda depende de nós para que muito aconteça
Acaba por ser porreiro porque te dá motivação
Não temos nada garantido na palma da mão
Há mesmo sítios onde a esperança quase já não existe
O que vale é que há sempre alguém que resiste
E insiste em fazer a diferença para melhor
Dá tudo por tudo com muito sangue, suor
Com tanta pressa que tiveste para cá chegar
Só posso acreditar que tenhas muito para nos dar
Pareces-me rebelde e é mesmo isso que se quer
E não há nada pior nesta vida do que não sentir
Queria dizer-te tanta coisa, mas ainda nem me vês
E o tempo há-de trazer todos os teus porquês
Há bocado fiz umas contas e senti-me mal
Quando tiveres dezoito eu vou ter quarenta e tal
Tenho medo de não perceber o teu mundo nessa altura
Mas acredita, o feeling que sinto não é sol de pouca dura
E por muito cota e datado que te possa parecer
Fui e sou mais janado do que gostava de ser
Por isso tá à vontade, manda vir que eu aguento
No mínimo posso tar é se calhar um pouco lento
Um música meia alterada,dedicada ao puto!!! :) Parabéns!!!! :):)
Texto: Atrás do Sol
Musica: PJ Harvey
Foto: Tom Holmlund
5.13.2005
5.11.2005
5.10.2005

[dança de lobo ou de bobo?]
porque me acaricias a face se dela a tenho feia
e deixas meu aperto em teu corpo afagar parecer
nesta minha lida que tu fazes dança e corpo ceia?
porque me embalas as mãos se delas as tenho garras
e deixas meu uivo em tua voz e corpo cantiga parecer
neste tango desajeitado que me acertas, tocas e agarras?
Poema: pipetobacco
Musica: A Girl Called Eddy
Foto: Fabiola Narváez






















